quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Como era uma viagem marítima no tempo dos descobrimentos?


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As viagens por mar dos destemidos portugueses no século XV, foram possíveis devido ao melhoramento da caravela. A caravela é um navio com pequeno comprimento (cerca de 20 metros), que suporta em média um tripulação de 25 pessoas. As primeiras caravelas foram construídas para a navegação costeira.
Fonte: Grande Atlas dos Descobrimentos, Livraria Civilização Editora , Neil Grant, 1993.

  • Partes da caravela;
Porão: local onde eram guardados os mantimentos, as armas e as mercadorias;
Convés: onde se trabalhava, dormia e comia;
Castelo de popa: sítio onde o piloto orientava a navegação. Era dividido em dois pequenos quartos, um para o capitão e outro para o escrivão;
Leme: espécie de volante que era usado para orientar um navio;
Mastro;Velas;
  • Tripulação;
Capitão: na maior parte das vezes era um nobre e tinha a autoridade máxima a bordo;
Piloto: era quem tinha mais conhecimentos sobre 'a arte de navegar' e cordenava também todas as tarefas de navegação;
Mestre: era o responsável pela tripulação;
Marinheiros: eram dirigidos pelo mestre e faziam as tarefas que lhes eram atribuídas (limpeza e conservação do barco, fazer cargas e descargas das mercadorias, estar ao serviço do piloto, exercer a função de homem do leme, ...);
Grumetes: eram jovens que iam ganhar expriência para um dia mais tarde se tornarem verdaeiros marinheiros;
Artificies: exerciam vários tipos de funções (carpinteiro, barbeiro, médico, .. );
Escrivão: responsável por registar tudo o que se passava durante as viagens;
Capelão: responsável pelas tarefas relacionadas com a religião;

  • Os perigos do mar;
As viagens pelo oceano Atlântico eram sempre viagens de grande incerteza e perigo, mas tanto o capitão como o piloto tomavam sempre precaução de forma a que não corressem perigo. Para exemplificar, quando começavam a aproximar - se de terra, utilizavam o sonar para medir a profundidade existente abaixo do navio para não correrem o risco de encalhar.
  • A alimentação;
Nesta altura o alimento era escasso e bastante controlado para que não acabasse ao longo da viagem. Os mantimentos eram distribuídos de mês a mês por todo os os marinheiros, tendo eles a responsabilidade de os conservarem de forma a não ficarem sem comida.
Os alimentos eram á base de carne de vaca e porco, vinho, água, azeite, vinagre, farinha, sal, legumes, frutos secos, açucar e mel. Contudo, o alimento mais abundante era o pão. Toda a comida era distribuida crua e cada cozinhava apenas para si.


  • A higiene;
Tanto os marinheiros, como muitos outros tripulantes não tomavam banho pois a água era um bem essecial devendo ser usada apenas para cozinhar os alimentos.
As necessidades eram feitas também para um tábua com um buraco com uma parte colocada fora do barco ou então eram feitas em baldes e de seguida despejadas para o mar.


  • As doenças;
A falta de higiene como já vimos era elevada, a alimentação pouco variada e a inexistência de alimentos frescos provocava um elevado número de marinheiros com doenças.
A doença mais temida era o escrobuto, provocada pela falat de vitamina C levando a inchaços nas gengivas e impendindo os marinheiros de se alimentarem, podendo esta levar á morte.

  • Os tempos livres;
Quando a navegação estava mais fácil e não havia tarefas a cumprir, os tripulantes ocupavam - se a jogar xadrez, a fazer simulações de touradas, faziam teatros e procissões e por vezes também pescavam.

                             
Fontes:
 Texto:marioquintas.no.sapo.pt/vidaabordo.html , assedido em 02-12-2013.
Imagem: Google Imagens, assedido em 03-12-2013.


Ler mais: https://mais-historia1.webnode.pt/news/a-vida-nas-caravelas1




As mulheres no tempo das caravelas...

Vestuário feminino da nobreza (século XV)
     
         "...Entendendo quão abominável causa é embarcarem os homens consigo mulheres nas naus (...) mandou apregoar que toda a mulher que fosse achada, em qualquer nau da barra para fora, seria na Índia açoitada publicamente, a índa que fosse casada", relata o cronista Francisco de Andrade, descrevendo a opinião de Vasco da Gama sobre as mulheres a bordo.



Vestuário feminino do povo (século XV)
       Durante a Expansão Marítima Portuguesa, no século  XV e XVI as mulheres raramente iam a bordo. As únicas que,  eventualmente podiam ir no barco eram as esposas do Capitão ou então as escravas. Se fossem mulheres do Capitão ou as mulheres de membros da alta Nobreza,  tinham que permanecer num camarote,  durante a viagem inteira e normalmente ficavam lá fechadas sem poderem sair. Isto acontecia, para a proteção das mesmas dos olhares dos marinheiros e para evitar abusos.

Já as mulheres que ficavam em Terra  cultivavam os campos, tratavam dos animais, cuidavam das crianças e dos idosos. A vida continuava normalmente em Portugal, enquanto tantos homens navegavam.
As mulheres também colaboravam para as navegações,  eram elas que fabricavam as velas dos navios e preparavam muitos dos alimentos para as grandes viagens. Faziam marmelada,  biscoitos e carne salgada.
Um exemplo de uma mulher que embarcou num navio, é Dona Brites de Albuquerque, que em 1534 chegou a Pernambuco com o marido, Duarte Coelho.  Ele voltou a Portugal e dona Brites ficou, tornando-se a maior autoridade de Pernambuco.


clica no link:
https://prezi.com/h78rqgm4uiq7/a-vida-a-bordo-nas-caravelas-portuguesas/


Como era uma viagem marítima no tempo dos descobrimentos?

Não era nada fácil...


Extremamente desconfortável, insalubre e perigosa. Em média, a cada três navios que partiam de Portugal nos séculos 16 e 17, um afundava. Cerca de 40% da tripulação morria nas viagens, vítimas não só de naufrágios, mas também de ataques piratas, doenças e choques com nativos dos locais visitados. Quem sobrevivia ainda tinha que aguentar o insuportável mau cheiro a bordo e as acomodações precárias. “Nas cobertas inferiores (onde as pessoas dormiam), o ar e a luz eram escassos, sendo fornecidos apenas por fendas entre as madeiras, que deixavam passar também a água do mar, tornando os porões abafados, quentes e úmidos”, diz o historiador Fábio Pestana Ramos, da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban). Se o alojamento era ruim, a dieta era pior ainda. As caravelas nunca levavam a quantidade ideal de comida, o que estimulava um mercado negro a bordo. Os oficiais mais graduados controlavam o negócio, vendendo produtos, como frutas, por exemplo, a quem pagasse mais.
Quem não tinha dinheiro e via os alimentos se esgotarem caçava ratos e baratas, que infestavam os navios, para sobreviver. Nesse ambiente de luta pela sobrevivência, os motins se tornavam comuns e eram reprimidos com brutalidade pelos oficiais, que andavam com espada, adaga e pistolas. A falta de segurança ainda era agravada pela má conservação dos barcos, que em muitas ocasiões tinham cascos apodrecidos e velas desgastadas








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